|
Lívia Riboldi Élida Santos Gleise Venâncio Felipe Hipólito Tássia Thaís Pimenta Envie um e-mail para o grupo
|
|
0 Comentários
[segunda-feira, 16 de junho de 2008] Artigo 2: perspectiva do grupo sobre evento presenciado ( festival de comemoração ao centenário da imigração japonesa)Acreditamos que a experiência de presenciar um evento cultural de nosso grupo observado foi inenarrável, pois através da manifestação presenciada, pudemos absorver um pouso da vasta e plural cultura japonesa. No evento, percebemos que pode ocorrer, sem problemas, a mistura de dois bens culturais aparentemente distintos: a dança e as artes marciais. Na apresentação do Taikô, um instrumento e percussão confeccionado com pele de animal, ficou evidente essa junção. Típica do Aikidô (arte marcial japonesa que une a dança à luta), a apresentação do Taikô deixou clara a harmonia entre o bom condicionamento físico e os movimentos que uniam a música, a arte e a cultura japonesas. Além da beleza estética, um outro aspecto dessa apresentação nos chamou muito a atenção: a proximidade dessa manifestação cultural com o Brasil. Em nossos estudos de antropologia, aprendemos que devemos respeitar as diferenças étnicas para que possamos entendê-las e aceitá-las. Através da nossa experiência com o grupo observado, conseguimos deduzir um método que pode ser bastante eficaz nesse esforço para a queda do etnocentrismo e o conseqüente avanço do relativismo, humanizando assim nossa análise do grupo observado, os japoneses. O método é bastante simples, buscar verificar as possíveis semelhanças entre manifestações culturais. No caso do Taikô, para nós, há uma semelhança com a capoeira, que é genuinamente brasileira e, da mesma forma que a dança japonesa, une dança e artes marciais, em um espetáculo ímpar e legítimo de cultura nacional. por Grupo * 19:02 ___________________ 0 Comentários[domingo, 15 de junho de 2008] Economia japonesaDesenvolvimento do pós-guerra A economia do Japão é um florescente complexo de indústria, comércio, finanças, agricultura e todos os outros elementos de uma estrutura econômica moderna. A economia da nação encontra-se em um avançado estágio de industrialização, suprida por um poderoso fluxo de informação e uma rede de transportes altamente desenvolvida. Um dos traços da economia japonesa é a importante contribuição da indústria e da prestação de serviços, tais como o transporte, do comércio por atacado e a varejo e dos bancos ao produto interno líquido do país, no qual os setores primários, como a agricultura e a pesca, têm hoje em dia uma quota menor. Outro traço é a importância relativa do comércio internacional na economia japonesa. O Japão é um país isular, pouco dotado de recursos naturais e que sustenta uma população de mais de 120 milhões de habitantes em uma área relativamente pequena. Contudo, apesar dessas condições restritivas e da devastação de seu parque industrial durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão conseguiu não apenas reconstruir sua economia, mas também tornar-se uma das principais nações industrializadas do mundo. Ao mesmo tempo, entretanto, o processo de rápida expansão industrial, junto com mudanças nas condições econômicas japonesas e internacionais ocorridas nos últimos anos, criou vários problemas econômicos que o país deve enfrentar hoje em dia. Recuperação do Pós-Guerra Durante alguns anos após a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial, a economia da nação ficou quase totalmente paralisada em virtude da destruição causada pela guerra, com uma séria escassez de alimentos, uma inflação descontrolada e um agressivo mercado negro. A nação perdeu todos os seus territórios de além-mar e a população ultrapassou a marca dos 80 milhões de habitantes, com o acréscimo de cerca de seis milhões de repatriados do exterior. Fábricas foram destruídas pelo fogo dos ataques aéreos. A demanda interna caíra com a cessação das encomendas militares e o comércio exterior era restrito pelas forças de ocupação. Mas o povo japonês começou a reconstruir a economia devastada pela guerra, auxiliado no início pela ajuda à reabilitação dos Estados Unidos. Em 1951, o Produto Nacional Bruto foi recuperado ao nível de 1934-36. O crescimento populacional inibiu a recuperação da renda per capita da nação, mas em 1954 esse indicador também recobrou o nível de 1934-36 em termos reais. O pessoal militar desmobilizado e os civis desconvocados juntaram-se ao mercado de trabalho proporcionando uma larga oferta de trabalhadores para a reconstrução econômica no início do período do pós-guerra. Várias reformas sociais realizadas após a guerra ajudaram a moldar uma estrutura básica para o subseqüente desenvolvimento econômico. A desmilitarização do pós-guerra e a proibição de rearmamento estabelecidas pela nova Constituição eliminaram o pesado ônus provocado pelos gastos militares sobre os recursos econômicos da nação. A dissolução dos Zaibatsu (enormes monopólios empresariais) libertou as forças da livre concorrência, e a propriedade da terra cultivável foi redistribuída em grande quantidade entre os antigos arrendatários agricultores, dando-se a eles novos incentivos para a melhoria de seus lotes. Também foram removidos os obstáculos às atividades sindicais, tendo como resultado o fato de a segurança de emprego dos trabalhadores tornar-se mais protegida e abriu-se o caminho para o aumento constante dos níveis salariais. Com o 'sistema de produção prioritária', deu-se ênfase ao aumento da produção do carvão e do aço, os dois principais focos do esforço industrial do país. A elevação da produção do aço estabeleceu a base para uma decolagem global da produção, caracterizando um impulso no investimento de capital, sustentado pela recuperação do consumo. Em seguida, a produção foi incrementada não apenas nas indústrias de base, tais como a do aço e dos produtos químicos, mas também em novas indústrias produtoras de vens de consumo, tais como as de aparelhos de televisão e de automóveis. Situação econômica atual As taxas de dois dígitos de crescimento econômico real que o Japão manteve durante os anos 60 e o início da década de 1970 terminaram com a primeira crise do petróleo em 1973-74 e, desde a segunda crise do petróleo (1979-80), têm sido comuns as taxas de crescimento de menos de 4%. A indústria japonesa, que enfrentou aumentos dramáticos tanto nos custos de energia como nos de mão-de-obra resultantes das crises do petróleo, fez esforços desesperados para reduzir as necessidades de energia e mão-de-obra e para introduzir uma nova tecnologia. Esses esforços colocaram, realmente, o Japão em uma posição de competitividade no plano internacional mais forte do que antes das crises do petróleo. No início dos anos 80, uma recessão econômica global fez com que caísse o consumo de petróleo e enfraquecesse de maneira acentuada a solidariedade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Em março de 1983, a OPEP reduziu seus preços divulgados e isto marcou o início de um período de petróleo mais barato.A combinação desses acontecimentos com outros fatores, tais como o dólar forte e o iene fraco e uma recuperação da economia americana, também teve um efeito benéfico sobre a economia japonesa no início dos anos 80. Dramáticos aumentos em investimento de capital no setor privado e o crescimento nas vendas da exportações tiraram finalmente a economia do longo túnel de recessão, e a taxa de crescimento real ascendeu para um nível satisfatório de 5,1% no ano fiscal de 1984 (abril de 1984 - março de 1985) e 4,3% no ano fiscal de 1985. Fonte: www.rio.br.emb-japan.go.jp por Grupo * 12:02 ___________________ 0 Comentários 4º Festival do Japão (em Campinas)O Instituto Cultural Nipo Brasileiro de Campinas (ICNBC) organizou o festival em comemoração ao centenário da imigração japonesa, nos dias 7 e 8 de junho, com atrações musicais, exposições, atividades de lazer, entre outras atrações. O evento contou com a presença de mais de 20.000 pessoas visitando e participando do evento. Nas edições anteriores, o Festival do Japão apresentou evolução tanto qualitativa quanto quantitativa, tornando um dos mais tradicionais eventos Culturais no Calendário e Campinas e região. Destaque para as apresentações de Taikô e Aikidô (Prof.Severino Sales da Federação Brasileira de Aikidô). O Taikô é um instrumento de percussão, cuja superfície é confeccionada com pele de animal. É tocada com a mão ou com o uso de uma baqueta, mas sempre exige do músico a habilidade rítmica e o preparo físico para sustentar batidas homogêneas e obter som satisfatório. O AIKIDÔ, arte originária do Japão, busca coordenar à perfeição as atividades conjuntas do corpo e da mente, em profunda unidade com as leis naturais. Não é apenas uma arte marcial, técnica de defesa pessoal ou um esporte. É um caminho para o crescimento do homem. Apresentaçao de Taikô AI HARMONIA aprimorada através de movimentos circulares, identificados com a natureza e as leis cósmicas.Superando as dificuldades e limitações de seu corpo,aprende-se a reconhecer KI A ENERGIA da vida flui com vigor, mas dentroda ótica da não-resistência, sem uso da forçabruta. Conseqüentemente, esta arte pode ser praticadapor ambos os sexos e em todas as idades. DÔ CAMINHO de vida, uma viafilosófica oriental para ocrescimento do homem. Apresentação de vários nomes do popular Karaokê no Japão e diversas opções de comida como Yakisoba , bebidas como saquê e diversos acessórios japoneses roupas , brincos,sapatos entre outros artigos. O evento reuniu aspectos do Japão de ontem, hoje com a imigração no Brasil e projeções para as Futuras Gerações, demonstrando que mesmo longe a uma cultura, uma crença que os une. O evento reuniu aspectos do Japão de ontem, hoje com a imigração no Brasil e projeções para as futuras gerações demonstrando que mesmo longe a uma cultura, uma crença que os une.
por Grupo * 11:19 ___________________ 0 Comentários[sábado, 14 de junho de 2008] Um pouquinho sobre o bairro da Liberdade...![]() Famoso bairro oriental de São Paulo já foi palco de grandes lutas na história da capital. O nome Liberdade vem dos tempos da abolição dos escravos. É um distrito da região central da cidade de São Paulo. É o maior reduto da comunidade japonesa na cidade, a qual, por sua vez, congrega a maior colônia japonesa do mundo, fora do Japão. A influência cultural pode ser sentida nas ruas de luminárias tipicamente orientais e nas feiras temáticas que acontecem periodicamente. Lá se encontram diversos artigos típicos da cultura oriental e japonesa, sendo, então, um ótimo centro de compras destes produtos. ![]() É também o único lugar do país que imita ruas japonesas. Se tornou oficialmente um bairro japonês em 1969. Andando por lá de uma hora para outra, parece que se mudou de país. As pessoas são muito interessantes, nem todos falam português. A linguagem por meio dos gestos é muito usada, e a impressão é a de que se está muito, mas muito longe de São Paulo. A principal rua da região é a Rua Galvão Bueno, onde estão alguns dos principais pontos do bairro. No bairro da Liberdade há ainda um SOGO Plaza Shopping, com lojas de artigos vindos do oriente. A Liberdade é um bairro que mostra sua identidade e sua cultura nas ruas, nos prédios, no sorriso das pessoas. Parte de uma cidade-mundo chamada São Paulo. Fonte: wikipedia por Grupo * 14:39 ___________________ 0 Comentários[quarta-feira, 11 de junho de 2008] Identidade brasileira no JapãoNo Japão, muitos nipo-brasileiros sofrem preconceito por não terem fluência na língua japonesa. Apesar de sua aparência japonesa, imigrantes brasileiros no Japão são culturalmente brasileiros e são tratados pelos japoneses como qualquer outro estrangeiro. Os brasileiros no Japão formam a maior comunidade de falantes de português na Ásia, superando todas as ex-colônias portuguesas na região, como Macau e Goa. Os filhos dos brasileiros são, muitas vezes, isolados nas escolas japonesas por não falarem bem o idioma japonês. Milhares de crianças brasileiras se encontram fora da escola no Japão.[10] Estudiosos constatam que, no Brasil, muitos nipo-brasileiros se sentiam (e, muitas vezes, eram vistos) como japoneses. Todavia, quando imigram para o Japão, os descendentes de japoneses percebem que são totalmente brasileiros, fazendo surgir um forte sentimento de "identidade brasileira" na comunidade. Isto se constata no sentimento de unidade dos brasileiros no Japão, que se organizam para promover carnavais ao som de samba em diversas cidades japonesas, vendendo comida da culinária do Brasil. De acordo com os estudiosos, os nipo-brasileiros fazem questão de exibir sua origem brasileira, e esta é a forma encontrada pelos descendentes de japoneses para demonstrarem a sua identidade brasileira em terras japonesas.[11] Fonte: Wikipédia por Grupo * 16:45 ___________________ 0 Comentários[quinta-feira, 5 de junho de 2008] ![]() Miscigenação na população nipo-brasileira Mestiços (%) Gerações Primeira: 0% Segunda: 6% Terceira: 42% Quarta: 61% Uma das características da sociedade brasileira é a miscigenação mas, no caso dos nipo-brasileiros, ela levou um tempo maior para acontecer. O casamento de japoneses fora da colônia não era aceito pela maioria dos imigrantes por não querer manter laços no Brasil, podendo assim retornar para o Japão. Porém, o lado étnico-cultural foi o que mais dificultou, inicialmente, a miscigenação. Os japoneses possuem uma cultura fechada e, mesmo hoje em dia, o casamento com um não-japonês (gaikokujin) é mal-visto por grande parte da população. No caso dos imigrantes japoneses no Brasil, essa situação de isolamento étnico acabou por se deteriorar a partir da década de 1970. Os imigrantes de primeira geração raramente se casavam com um não-japonês, porém, a partir das segunda e terceira gerações, o fenômeno da miscigenação passou a fazer parte da realidade da colônia japonesa no Brasil. Fonte: Wikípédia por Grupo * 16:46 ___________________ 0 Comentários[sexta-feira, 30 de maio de 2008] ![]() Algumas informações básicas sobre o japão... ÁREA: 372.819 km² CAPITAL DO JAPÃO: TóquioPOPULAÇÃO: 127,4 milhões (estimativa 2007) MOEDA DO JAPÃO: iene NOME OFICIAL: Japão ( Nippon ) NACIONALIDADE: japonesa DATA NACIONAL: 11 de fevereiro (fundação do país); 23 de dezembro (aniversário do imperador). GEOGRAFIA DO JAPÃO: MAPA do Japão LOCALIZAÇÃO: leste da Ásia FUSO HORÁRIO: + 12 horas em relação à Brasília CLIMA: temperado continental (Norte) e subtropical (Sul) CIDADES do Japão (PRINCIPAIS): Tóquio, Osaka; Yokohama, Nagoya, Sapporo, Kyoto, Kobe. COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO: japoneses 99%, coreanos 1% (1996). (censo de 1996). IDIOMAS: japonês (oficial) RELIGIÃO: xintoísmo e religiões derivadas 51,3%, budismo 38,3%, cristianismo 1,2%, outras 9,2% (1992) DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 340 hab./km2 CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO: 0,2% ao ano (1995 a 2000). TAXA DE ANALFABETISMO: menor do que 5% (2000). RENDA PER CAPITA: US$ 33.100 (estimativa 2006). ECONOMIA DO JAPÃO: Produtos Agrícolas: arroz, batata, repolho, beterraba, frutas cítricas.Pecuária: bovinos, suínos, avesMineração: calcário, enxofre, asfalto natural.Indústria japonesa : máquinas, equipamentos de transporte, produtos eletroeletrônicos, siderúrgica (aço e ferro). Maiores informações Consulado do Japão:Av. Paulista, 854 - 3o andarCEP 01310-913 - SÃO PAULO - SPtel. (0xx11) 287-0100fax (0xx11) 288-9460 Embaixada do JapãoTel. (061) 242-6866, fax (061) 242-0738, e-mail: info@japao.org.br - Brasília, DF. Fonte: http://www.suapesquisa.com/paises/japao/ por Grupo * 16:36 ___________________ 0 Comentários[sábado, 24 de maio de 2008] ![]() Curiosidades do Japão! Que a cultura e o estilo de vida das pessoas no Japão é muito diferente da nossa, todo mundo já sabe. Mas que a bandeira do Japão tem o nome de Hinomaru - que quer dizer “círculo do Sol” - você sabia? Confira outras curiosidades do Japão! * Lá eles comemoram o Dia da Maioridade, o Dia da Fundação Nacional, os Equinócios de Primavera e Outono. o Dia do Verde, o Dia de Comemoração da Constituição, o Feriado da Nação, o Dia do Mar, o Dia da Criança, o Dia de Respeito aos Idosos, o Dia dos Esportes, o Dia da Cultura, o Dia de Agradecimento ao Trabalho e o aniversário do Imperador. Cada feriado possui sua própria cerimônia! *Se o feriado cair num domingo, a segunda-feira seguinte será feriado. E de 29 de abril a 5 de maio são comemorados uma série de feriados, conhecidos como “Gooruden Uiki“, a semana de ouro. Geralmente as empresas consideram todos os dias dessa semana como feriado. *Eles possuem o menor hino nacional do mundo - o kimigayo! Ele possui apenas uma estrofe que é cantada 3 vezes. Ele faz menção ao imperador, toda sua importancia e o considera descendente dos deuses. A letra diz algo parecido com: “Que o seu reinado de paz dure bastante! / Que dure por centenas de anos / Até que essa pequena pedra se torne uma rocha maciça.” *A gramática deles tem aspectos bem diferentes do nosso. Como por exemplo, os substantivos são inflexíveis, ou seja, não mudam de número, gênero ou grau para acompanhar a frase. Já os adjetivos são flexíveis para indicar presente ou pasado e afirmativo ou negativo. Os verbos são encontrados, na maioria das vezes, no final das frases e, como no inglês, não existe flexão verbal de acordo com a pessoa. *Uma coisa que muito agradável (para quem não tem facilidade com línguas): há apenas 2 tempos verbais - o passado e o presente. Frases no presente também podem se refarir ao futuro. As palavras tem sua função gramatical especificadas por partículas que estão sempre depois das mesmas. *Palavras em japonês: Cabeça, olhos, nariz, boca e ouvidos são, respectivamente, atama, me, hana, mimi e kuchi. Já pescoço, ombro e costas são: kubi, kata e senaka. A partir do ombro, temos o braço - ude -, o cotovelo - hiji -, o pulso - tekubi-, as mãos - te -, e os dedos - yubi. Depois da barriga - hara - seguimos para as pernas - ou pés, ashi -, com a coxa - momo - e o joelho -hiza-. Não podemos nos esuqecer do bumbum - oshin- e das paartes internas: coração - shinzoo-, pulmão - hai -, estômago - i -, fígado - kazoo -, intestino - choo - e garganta - nodo. * No Japão existem os Sentôs, ou seja, casas de banho público, onde você pode tomar banho pagando muito pouco. por Grupo * 09:09 ___________________ 0 Comentários[sábado, 17 de maio de 2008] História do Manga Aqui vai um resumo de uma das mais fortes manifestações culturais japonesas, o mangá: Entre 1814 e 1849, o artista japonês Katsushita Hokusai, conhecido no mundo inteiro pelas suas xilogravuras, retratou cenas do cotidiano com pessoas em situações e traços pitorescos. Esta coleção de caricaturas recebeu na época o nome de HOKUSAI MANGÁ. Assim nascia o primeiro trabalho que resultaria nos atuais quadrinhos japoneses. Mas só em 1946, com a publicação do manga A NOVA ILHA DO TESOURO (Shin Takarajima) produzido pelo artista Osamu Tezuka (1928-1989), este estilo de desenho e narrativa se consagraria. Por este e outros trabalhos como: KIMBA, O LEÃO BRANCO (Jungle Tantei), A PRINCESA E O CAVALEIRO (Ribon no Kishi) e ASTRO BOY (Tetsuwan Atomu), Osamu Tezuka é conhecido no Japão como o "Deus do Mangá". Atenção Osamu Tezuka não foi o inventor do manga, mas sim quem lhe deu protagonismo no Japão e a nivel mundial. por Grupo * 19:27 ___________________ 0 Comentários[sexta-feira, 9 de maio de 2008] Você já viu um teclado japonês ? Um teclado sempre apresenta diferenças de acordo com o idioma para o qual está configurado. O teclado em português do Brasil, por exemplo, tem teclas para o acento grave (o “`”, que indica crase) e o Ç, símbolos próprios da nossa língua. O mesmo acontece em outros países: os espanhóis têm a tecla “Ñ”, os gregos têm os caracteres que representam letras como “alfa”, “beta” e “gama” e assim por diante. A coisa complica um pouco para idiomas não-ocidentais. Vamos pegar o exemplo do japonês: na terra do sol nascente, eles escrevem com dois silabários de 43 caracteres (lembre-se: o nosso alfabeto tem só 23 letras) e com um sistema de centenas de ideogramas, sinais que representam conceitos ou idéias. Para fazer esse monte de símbolos caberem em um teclado de computador, os japoneses precisaram usar a cabeça. A solução foi engenhosa: as sílabas mais usadas são acessadas diretamente, as menos usadas aparecem com a ajuda de teclas de apoio e os ideogramas surgem na tela dos programas de edição de texto. Não é tão complicado: basta se habituar à configuração do teclado, como você confere nos exemplos do infográfico abaixo. QUESTÃO DE PRÁTICA Japoneses usam dezenas de caracteres com a ajuda de teclas de apoio e editores de texto SÍLABAS MAIS USADAS Os principais elementos da escrita japonesa são dois silabários (conjuntos de sílabas), cada um composto por 43 caracteres. Desse total, os mais usados aparecem impressos diretamente no teclado.Basta apertar a tecla correspondente e a sílaba aparece na tela SÍLABAS MENOS USADAS As sílabas menos usadas também aparecem impressas no teclado, mas em tamanho menor. Para acessá-las, é preciso acionar a tecla correspondente junto com alguma tecla de apoio ? o shift, por exemplo. É o mesmo processo que a gente usa para digitar letras maiúsculas IDEOGRAMAS Além do silabário, a escrita japonesa também utiliza centenas de símbolos que representam conceitos ou idéias, os ideogramas. Para digitá-los, o usuário precisa de algum programa de edição de texto que ofereça uma lista de todos os ideogramas. Daí, basta clicar no atalho da lista de ideogramas (digitando alt + “) e escolher o seu ? o processo é parecido com a opção “inserir símbolo” do Word Veja como ele é: ![]()
por Grupo * 13:33 ___________________ 0 Comentários[sábado, 3 de maio de 2008] ![]() Quer aprender japonês ? Se você for do tipo autodidata no site http://www.polyglot-learn-language.com/ você pode aprender não só japonês mas também inglês, alemão, mandarim, italiano entre outras línguas existentes. Ao fazer o cadastro, você entra em contato com pessoas do mundo inteiro. Elas te ensinarão sua língua nativa e você contribui ensinando o português ou qualquer outro idioma que você domine. O site também disponibiliza vídeos para ajudar no aprendizado, os links abaixo ensinam algumas palavras básicas em japonês (nível iniciante): http://www.polyglot-learn-language.com/forum/video/japanesenbsp/introduction-japanese-souscat_id-25-vid_id-854-vid-1.html http://www.polyglot-learn-language.com/forum/video/japanesenbsp/japanese-language-souscat_id-25-vid_id-859-vid-1.html Fonte: site polyglot por Grupo * 12:43 ___________________ 0 Comentários[quarta-feira, 30 de abril de 2008] ![]() ![]() No Japão, andar nas ruas é quase como estar em um desfile de moda. Principalmente nos finais de semana, são vistos os mais variados estilos circulando totalmente avontade pelas ruas e shoppings, e sem que pessoas fiquem reparando ou comentando pelos cantos. Além das roupas coloridas, as vezes sem qualquer combinação, os cortes de cabelos também chamam a atenção. Outra curiosidade é que alguns dos homens japoneses, vão à lojas de departamento e se gostarem de uma peça de roupa, mesmo que esta seja feminina, eles provam e levam. Assim, não é difícil de encontrar nas ruas, aqueles que se vestem com jaquetas ou calças do sexo oposto! Outra coisa bem curiosa, é o costume que os japoneses tem de enfeitar os carros, mas não somente como você deve estar pensando, colocando rodas e luzes, mas também colocando diversos bichos de pelúcia por todos os lados, no painel, nos bancos, nos espelhos, etc. Combinando com o carro, geralmente, seu dono se veste de forma bem estravagante e chamativa. por Grupo * 15:29 ___________________ 0 Comentários[sábado, 26 de abril de 2008] ![]() Eu não sou japonesa. Na minha família, ninguém nem é descendente de japonês, mas meus irmãos e eu praticamos judô, uma arte marcial japonesa, a qual a palavra significa caminho suave, pode parecer estranho uma “luta” ser suave, mas realmente, por ser baseada em equilíbrio, gravidade e sistemas de alavancas. Os golpes, que foram modificados do jiu-jitsu, são suaves a ponto de se poder, simplesmente, derrubar um oponente em “slow mochan”, sem brutalidade alguma, sem muito esforço, apenas com técnica. Isto porque Jigoro Kano, o fundador do judô, na adolescência tinha dificuldade sempre que precisava desprender muita energia física para resolver um problema, então, resolveu modificar o tradicional jiu-jitsu, retirando alguns golpes que eram mortais, e os aperfeiçoando com explicações científicas, baseados em leis de dinâmica, ação e reação. Selecionou e classificou as melhores técnicas dos vários sistemas de jujutsu, dando ênfase principalmente no ataque aos pontos vitais e nas lutas de solo. Eu ainda estou na faixa amarela, pois devido a uma contusão parei de competir, e as competições são fundamentais para a graduação, mas meu irmão que começou na mesma época que eu, já está na faixa marron, que antecede a preta. Na verdade ele já poderia estar na faixa preta, mas esta graduação requer uma serie de exigências e um bocado de tempo e dinheiro também. Primeiro é preciso pertencer a Federação Paulista de Judô, para quem é de São Paulo, é claro, depois é preciso fazer vários cursos de técnicas, fundamentos, história e filsofia do judô e primeiros socorros, pois sendo faixa preta, você pode dar aulas e precisa estar preparado para isto. Ele está em transição, mas sei que vai conseguir. No clube onde eu pratico, tem um sensei (hierarquia bastante graduada) que sempre vem nos passar alguns fundamentos e contar algumas histórias, o senhor Shuko Iha é japonês e veio para o Brasil bem pequeno, por isso fala bem o português, sempre frisa bastante os fundamentos do judô que são: -Quem teme perder já está vencido. -Somente se aproxima da perfeição quem a procura com constância, sabedoria e, sobretudo humildade. -Quando verificares com tristeza que não sabes nada, terás feito teu primeiro progresso no aprendizado. -Nunca te orgulhes de haver vencido a um adversário, ao que venceste hoje poderá derrotar-te amanhã. A única vitória que perdura é a que se conquista sobre a própria ignorância. -O judoca não se aperfeiçoa para lutar, luta para se aperfeiçoar. -Conhecer-se é dominar-se, dominar-se é triunfar. -O judoca é o que possui inteligência para compreender aquilo que lhe ensinam, paciência para ensinar o que aprendeu aos seus semelhantes e fé para acreditar naquilo que não compreende. Saber cada dia um pouco mais e usá-lo todos os dias para o bem, esse é o caminho dos verdadeiros judocas. Praticar judô é educar a mente a pensar com velocidade e exatidão, bem como o corpo obedecer com justeza. O corpo é uma arma cuja eficiência depende da precisão com que se usa a inteligência. Assim, é perceptível que o judô não prega a violência ou tem como objetivo algum tipo de superioridade, pois as filosofias japonêsas são bastantes diverventes das ideologias ocidentias, o judô tem como filosofia integrar corpo e mente, de forma bastante inteligente e com suavidade. Este esporte é uma contribuição da cultuara japonesa, que se integrou com a brasileira e cada vez mais enriquece o nosso país. Assista a um vídeo da Confederação Brasileira de Judô no You Tube : por Grupo * 19:07 ___________________ 0 Comentários[quarta-feira, 23 de abril de 2008] ![]() No bairro da Liberdade, na cidade de São Paulo, encontra-se a maior comunidade japonesa do Brasil, nela são comercializados artigos ocidentais de vários gêneros tais como: roupa, música, acessórios, decoração e comida. Não somente restaurantes, encontra-se também mercearias as quais vendem alimentos industrializados vindos do Japão, Taiwan, Coréia e China. Uma loja famosa dessa categoria é a Kaisen que fica na rua Galvão Bueno, 270. Nela pode ser notado fotos de pessoas famosas que já passaram por lá e, ainda, poder comer bolinhos japoneses feitos na sua frente. A foto destaca os produtos comprados Compramos algumas comidas/bebidas industrializadas para serem degustadas por pessoas de fora da comunidade, nossa lista incluiu: miojo (tradicional e o já proveniente em copo de isopor), biscoitos da sorte, chiclete de laranja, balas de flores, chiclete de cola, Motchan (doce feito com arroz e feijão azuki) e uma bebida na cor rosa fluorescente. ![]() Numa opinião generalizada, o item que mais destacou a curiosidade foi a bebida colorida que deu muito trabalho para ser aberta (não conseguimos identificar as intruções para abrí-la, sendo necessário ajuda de funcionários da universidade que demandaram muito tempo e várias tentativas de abertura com ferramentas como canivete, alicate e martelo). Não foi possível saber exatamente os ingredientes dela, pois afinal o rótulo não estava em português, mas foi destacada como uma bebida extremamente doce, gasosa e alguns ainda disseram ter o mesmo gosto das balas de flores (sabor de pêssego). ![]() O item mais estranho foi o chiclete de cola que devido à sua aparência provocou um certo incômodo já que, ao ser aberto, sua consistência parecia um aglomerado de pêlos caninos de tom amêndoado que ao ser mastigdo deretia na boca e depois virava um pequeno chiclete. ![]() O doce Motchan foi classificado como ruim, "seu gosto é parecido com arroz misturado com água", segundo um estudante. Seus ingredientes, são feijão azuki, arroz, xarope de glicose, clara de ovos e açucar.
por Grupo * 19:25 ___________________ 0 Comentários[sábado, 12 de abril de 2008]
Senhora Masako Seo
Masako Seo ao centro junto de seus dois filhos
Fonte: entrevista com a família Seo por Grupo * 12:07 ___________________ 0 Comentários[segunda-feira, 7 de abril de 2008] A criação do mundo segundo a mitologia japonesa Era Glacial ![]() Cada povo tem a sua mitologia. Porém, ela foi sendo eliminada das salas de aula, pelo fato de não ter uma fundamentação científica. A mitologia japonesa já não consta mais nos livros didáticos da história do Japão publicados após a Segunda Guerra Mundial.Alguns estudiosos não concordam com essa posição de se banir totalmente a mitologia dos livros de história, acreditando que ela faz parte do desenvolvimento da humanidade. Como exemplo, temos o antropólogo Claude Lévi-Strauss, que atuou como professor na Universidade de São Paulo. Ele explicou racional e matematicamente a lógica da mitologia. Assim, o tema mitologia tem sido reconsiderado sob o ponto de vista de “sistema de pensamento universal da humanidade = pensamento primordial”.Segundo o professor Masakuni Kitazawa, “a mitologia é expressão da forma como os povos lidavam com a natureza que os cercava, o seu clima, condições geográficas, ambiente e o universo.” Os deuses, os heróis, assim como o espelho, a espada, o corvo, a canforeira, e outros elementos, foram a maneira que os antigos encontraram para codificar racionalmente os seus pensamentos. Ele ainda afirma: “Mesmo que a mitologia seja esquecida pelos seus povos, enquanto o clima, as condições geográficas e o ambiente que os envolve não mudarem também, a lógica contida na mitologia continuará a agir no subconsciente do indivíduo e delinear o pensamento dos povos.” Fonte: http://www.nippobrasil.com.br/ por Grupo * 18:54 ___________________ 0 Comentários[quarta-feira, 2 de abril de 2008] O famoso Sushi... ![]() O sushi existe há mais de 1300 anos, e surgiu primeiramente nos países do Sudeste Asiático (Tailândia, Malásia, etc). Naquela época, prensava-se o peixe salgado com arroz. O arroz era utilizado somente para conservar o peixe e depois era jogado fora. Porém, com o passar dos tempos e o visível encarecimento do arroz, esta prática de conservação foi sendo gradativamente deixada de lado por muitos daqueles países. No Japão, foram registradas as primeiras evidências desta iguaria, trazida através da China, em torno do ano 700. Já no século XVII, foi introduzido o vinagre no arroz para encurtar o período de preservação. Assim tornou-se comum o sushi tipo oshizushi: cobria-se o arroz, temperado apenas com vinagre, com o peixe cru, colocava-se numa caixa de madeira com um peso por cima para comprimi-lo e deixava-se descansar por um dia antes de ser consumido. O sushi mais conhecido e popular, chamado niguirizushi, apareceu somente no período Edo (1603-1868), em torno de 1800. Favorecido pela crescente vida “agitada” que tomava forma nas cidades grandes, o nigirizushi surgiu como uma espécie de fast-food nos arredores de Tóquio. As pessoas petiscavam na entrada dos estabelecimentos, nas ruas ou à beira de estradas. Assim, o método de preservação havia sido substituído pelo conceito de frescor e rapidez para servir. Hoje encontramos os mais diversos tipos de sushis, dentre os quais os mais comuns, além do nigirizushi, são o makisushi (sushi enrolado), o chirashizushi (sushi montado na caixa), o inarizushi (sushi “ensacado”) e o temaki (sushi em cone). Para saborear o sushi não existem tabus ou complicadas regras de etiqueta como na culinária francesa. Pode-se comer com as mãos ou com o hashi, os “palitinhos japoneses”. Existem algumas restrições apenas na maneira de utilizar o “shoyu” (molho de soja). Alguns ingredientes do sushi já vêm temperados, mas outros, como o atum, a lula e o salmão, precisam do molho shoyu. Coloca-se um pouco de shoyu no kozara (prato pequeno), pega-se o sushi com o hashi prendendo o arroz (ou shari, outra denominação para o arroz branco) e o peixe, inclina-se e molha-se rapidamente a parte do peixe no shoyu. Mergulhar o arroz no shoyu ou molhar em excesso faz com que se perca o sabor do peixe cuidadosamente preparado. Fonte: http://www.nippobrasil.com.br por Grupo * 17:20 ___________________ 0 Comentários[domingo, 30 de março de 2008] ![]() Sabe diferenciar um japonês de um coreano ou chinês? No site http://alllooksame.com/ dá para descobrir. Ao entrar no site e clicar no link "enter the exam room", no canto superior da tela, um teste irá apareçer ("Exam#1: Faces) pedindo que a pessoa da foto seja identificada como japonesa, chinesa ou coreana. Depois de 18 questões, o teste mostra o resultado final. Na ''sala de exames'' também é possível testar outras coisas relacionadas aos asiáticos como arte moderna, arquitetura tradicional, fotografias de viagens, cenário urbano, comida e detalhes relacionados a arquitetura. É necessário se registrar no site para ter acesso ao conteúdo. por Grupo * 14:55 ___________________ 0 Comentários[sábado, 29 de março de 2008] O fim da guerra marcou o início dos conflitos no seio da própria comunidade japonesa, que ficará marcada por uma profunda cisão No dia 15 de agosto de 1945, todos os jornais estamparam a notícia da rendição do Japão. Para muitos da comunidade japonesa radicada no Brasil, como define Tomoo Handa, isso “atingiu como se fosse um raio”. Nesse dia, começou a circular a boataria de que “a rendição era notícia falsificada. Na verdade: a grande vitória do Japão”. Desde 1942, os jornais de língua estrangeira foram proibidos e, portanto, os japoneses foram destituídos dos meios de comunicação que consideravam “confiáveis”, principalmente para aqueles que vivam no interior, na zona rural. Possuir rádio em casa também era ilegal, assim como as atividades associativas. Estava criado, portanto, um terreno fértil para o surgimento dos boatos – o diz-que-diz que foi tomando proporções imprevisíveis à medida que circulava entre os interessados. Por exemplo, em 1943, quando os japoneses foram obrigados a deixar a orla marítima (após afundamento de cinco cargueiros brasileiros e americanos), comentou-se que o fato teria sido instrução vinda do governo japonês, que preparava o desembarque de suas forças. Outro comentário de grande repercussão, surgido por volta de 1943, foi de que a menta e o casulo de bicho-da-seda eram exportados para os Estados Unidos e utilizados como material bélico – a menta como matéria-prima para as armas e refrigeração de motores; e a seda, na confecção de pára-quedas. Portanto, os japoneses que se dedicavam a esses produtos exerciam atividades antipatrióticas. No ano seguinte, começaram a ser registrados casos de destruições e de incêndio de instalações de beneficiamento de menta e barracões de criação de bicho-da-seda. Esses atentados teriam sido cometidos por integrantes de organizações secretas Tenchugumi (Grupo de Castigo Divino) e Seinen Aikoku Undô (Movimento Patriótico dos Jovens). Tomoo Handa ressalta que essas são as primeiras manifestações de um conflito mais grave que eclodiria no ano seguinte, com o final da guerra. As notícias da rendição do Japão, no dia 14 de agosto, e da destruição provocada pelas bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki (armas até então desconhecidas) soaram como mais uma estratégia das forças aliadas para abater definitivamente o ânimo dos imigrantes japoneses que esperavam ansiosamente pela vitória do Japão. As organizações dos vitoristas (acreditavam na vitória do Japão) multiplicavam-se, com destaque para aquelas ativas durante a guerra e que foram renomeadas para Shindo Renmei (Liga dos Seguidores do Caminho dos Súditos), com sede instalada no bairro do Jabaquara, em São Paulo. De acordo com a entidade, em poucos meses, conseguira a adesão de 20 mil famílias, abrangendo cerca de 100 mil patrícios. Em setembro, circulou o boato que chegaria ao porto de Santos um navio de guerra japonês trazendo uma missão de saudação aos imigrantes japoneses e outra missão militar. Cerca de 2 mil japoneses de todas as partes do Estado chegaram a São Paulo para recepcioná-los. O fato chegou a preocupar as autoridades policiais. No dia 3 de outubro, através da Cruz Vermelha Brasileira (sediada no Rio de Janeiro), chegaram os textos do Edito Imperial e do ministro dos Negócios Estrangeiros, Shigenori Togo, sobre o término da guerra dirigida aos patrícios no exterior. Figuras representativas da comunidade reuniram-se para dar início à campanha de esclarecimento da situação e veiculação das declarações. No entanto, as principais aglomerações de japoneses já se encontravam sob a influência dos vitoristas (kachigumi). Aqueles que faziam referências à derrota do Japão passaram a ser chamados de “derrotistas” (makegumi) e considerados como “impatriotas”, ou “traidores da pátria”. Para este tipo de pessoas, “somente a morte” foi a sentença dos mais radicais (Kesshitai – Esquadrões Suicidas e Tokkotai – Grupo Especiais de Ataque), que passaram a cometer atos de terrorismo. A cisão entre kachigumi versus makegumi estava instalada. por Grupo * 20:23 ___________________ |